Acerca de mim : Velho, ingénuo, uma vida na defesa do consumidor

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Há 49 anos ocorreram, a partir da tarde do dia 25, as trágicas inundações na região de Lisboa que originaram a morte de milhares de pessoas. A chuva intensa (em poucas horas mais de 110 mm de precipitação em Odivelas e na Tapada), conjugada com uma desordenada expansão urbana, explicaram a catástrofe. Recordo-me que estava, ao fim da tarde, a estudar na pastelaria Nova Iorque, na Av. dos Estados Unidos, e de que, quando quis voltar a casa, a 200 metros de distância, se tanto, no nº 8 da então Av 28 de Maio (hoje Av. das Forças Armadas), a inundação era tal que o tive de o fazer num autocarro de 2 andares, os únicos que ainda conseguiam atravessar a água. No dia seguinte, viajei para o Alentejo no carro de um colega e começámos a aperceber-nos da enorme devastação ocorrida no eixo Lisboa- Vila Franca; só mais tarde (as notícias naquela época levavam tempo) tivemos consciência da dimensão mais trágica da catástrofe: a das muitas centenas de vidas ceifadas. Não sei se os homens aprenderam a lição. Os ataques que têm sido feitos à Natureza, são de molde a não podermos descansar quanto a futuras e trágicas "surpresas".  

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